Ora então boa tarde, no outro dia li um artigo intitulado "A improdutividade do aumento das horas de trabalho" do Jornal de negócios sobre as horas de trabalho e a influência que podem ter na produtividade.
Em suma, o artigo defende que menos horas de trabalho tornam as pessoas mais produtivas.
Na altura fiquei a convencido que o autor tinha razão (e continua a ter), pois se tenho menos horas "obrigatórias" de trabalho, passo menos tempo a pensar quando vou sair e mais a pensar no que estou a fazer. Também perco menos tempo nas pausas para o cigarro e nas conversas de corredor.
Quando dei por mim já estava a pensar nas regras da empresa Virgin dos Estados Unidos da América na qual não há férias para ninguém, os empregados descansam quando querem e durante o tempo que quiserem (sim, isto é verdade, podem ver aqui). E em como as iria aplicar se algum dia fundasse uma empresa.
Depressa a realidade desmoronou em cima de mim. Em Portugal é impossível tomar medidas destas, com a sociedade que temos. Não são os patrões que são maus, é a consciência dos funcionários que é uma *****.
Se se desse liberdade de horários e de dias de descanso a todos os funcionários, depressa iam começar a ocorrer abusos. Os portugueses (no geral) não entendem que se prejudicam a empresa para a qual trabalham, prejudicam directamente o seu próprio futuro.
Em suma, o artigo defende que menos horas de trabalho tornam as pessoas mais produtivas.
Na altura fiquei a convencido que o autor tinha razão (e continua a ter), pois se tenho menos horas "obrigatórias" de trabalho, passo menos tempo a pensar quando vou sair e mais a pensar no que estou a fazer. Também perco menos tempo nas pausas para o cigarro e nas conversas de corredor.
Quando dei por mim já estava a pensar nas regras da empresa Virgin dos Estados Unidos da América na qual não há férias para ninguém, os empregados descansam quando querem e durante o tempo que quiserem (sim, isto é verdade, podem ver aqui). E em como as iria aplicar se algum dia fundasse uma empresa.
Depressa a realidade desmoronou em cima de mim. Em Portugal é impossível tomar medidas destas, com a sociedade que temos. Não são os patrões que são maus, é a consciência dos funcionários que é uma *****.
Se se desse liberdade de horários e de dias de descanso a todos os funcionários, depressa iam começar a ocorrer abusos. Os portugueses (no geral) não entendem que se prejudicam a empresa para a qual trabalham, prejudicam directamente o seu próprio futuro.
Sou apologista de horários flexíveis e dias de descanso flexíveis (não há dias de férias nem horário de trabalho, descansas e trabalhas quando achas que deves), obviamente os funcionários têm de ser responsáveis e imporem-se a si mesmos regras de forma a que a empresa para a qual trabalhem continue a funcionar.
Para mim (como patrão), um funcionário que esteja contrariado a trabalhar não me vale de nada, só está a gastar recursos à empresa (electricidade, etc). Já todos tivemos dias em que simplesmente as ideias não fluem. Porque não ficar em casa nesse dia? A empresa deixa de gastar recursos e o funcionário fica feliz. O problema é que com os trabalhadores que temos isso é impossível.
Obviamente estou a generalizar, muita gente é responsável e sabe o que faz. Infelizmente estamos a falar de uma minoria cada vez mais pequena.
Temos um exemplo do culto do enganar o próximo bem visível, os nossos governantes (um dia falo sobre política e políticos, mas hoje não é o dia). E como os governantes são um reflexo da sociedade que os elege, não podia encontrar um espelho melhor.
Tudo isto para dizer que vivemos numa cultura em que enganar o próximo é valorizado, mesmo que esse próximo esteja a assegurar o nosso futuro.
Para mim (como patrão), um funcionário que esteja contrariado a trabalhar não me vale de nada, só está a gastar recursos à empresa (electricidade, etc). Já todos tivemos dias em que simplesmente as ideias não fluem. Porque não ficar em casa nesse dia? A empresa deixa de gastar recursos e o funcionário fica feliz. O problema é que com os trabalhadores que temos isso é impossível.
Obviamente estou a generalizar, muita gente é responsável e sabe o que faz. Infelizmente estamos a falar de uma minoria cada vez mais pequena.
Temos um exemplo do culto do enganar o próximo bem visível, os nossos governantes (um dia falo sobre política e políticos, mas hoje não é o dia). E como os governantes são um reflexo da sociedade que os elege, não podia encontrar um espelho melhor.
Tudo isto para dizer que vivemos numa cultura em que enganar o próximo é valorizado, mesmo que esse próximo esteja a assegurar o nosso futuro.
E pronto é isto, até um dia destes.
Não tem a ver com o sitio onde é implementado mas sim com a capacidade do líder de um projecto conseguir motivar os seus funcionários de modo a que eles sintam que o que eles estão a fazer vale a pena.
ResponderEliminarEstás-me a dizer que se colocar uma equipa sobre o teu encargo, quando chegar a altura de dispensar por falta de produtividade, despeço-te a ti. Pois foste tu que não motivaste as pessoas o suficiente, por isso tens de ser substituído.
EliminarConcordo que há situações em que um bom líder faz a diferença, mas na grande maioria é o mind-set das pessoas que manda.
Uma pessoa que está motivada e não é produtiva é porque tem falta de skills e isso é algo que se tem de ter em conta aquando da contratação. Com uma cultura de trabalho adequada a maior parte das pessoas numa situação normal se vai sentir motivada.
EliminarVê isto:
https://labs.spotify.com/2014/03/27/spotify-engineering-culture-part-1/
Não amigo, uma pessoa pode ter skills e ser simplesmente preguiçosa (cultura do deixa andar).
EliminarE, tal como falo no post, a maioria dos funcionários portugueses tem a cultura do deixa andar e não uma cultura de trabalho. Para além disso é exactamente como dizes "a maioria", o que é que acontece ao resto?
Mais, esse "resto" cria brechas na cultura de trabalho da equipa, afinal "se ele não faz, porque é que eu tenho de fazer?". Obviamente um bom líder detecta estas situações e tenta remediá-las, até que os funcionários começam a seleccionar a forma como informação que lhe passam, afinal "ele é um chato, é mais fixe enganá-lo".
A eficácia da tua ideia depende de onde for aplicada. Neste momento em Portugal tenho quase a certeza que não resultava.
Se o trabalho tivesse cheio da gajas os índices de produtividade disparavam a 32392384% .. o pessoal quer é gajas
ResponderEliminarEste Anónimo é que a sabe toda! xD
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